Pinhão ganha destaque nos menus da alimentação escolar da rede estadual

Por AEN

Paraná – O pinhão, um verdadeiro ícone da cultura e culinária paranaense, ganha destaque nos menus das escolas estaduais entre os meses de junho e agosto. Essa ação visa fortalecer a agricultura familiar e garantir que os alunos tenham acesso à semente típica da araucária durante a época de colheita e comercialização no estado, que é o maior produtor dessa iguaria no Brasil.

Nos últimos sete anos, foram investidos R$ 311 mil na distribuição de pinhão originário da agricultura familiar para a alimentação nas escolas estaduais, resultando em mais de 36 toneladas do produto, beneficiando 470 instituições em 86 municípios do Paraná. Para os anos de 2024 e 2025, a distribuição já ultrapassou 12 toneladas para 344 escolas em 73 municípios, com a expectativa de que essa oferta continue este ano.

O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, destaca que a inclusão do pinhão na alimentação escolar serve como uma forma de valorização cultural e do produto local. “Ao adicionarmos o pinhão aos cardápios, promovemos um alimento tradicional do Paraná e ainda reforçamos a produção local, além de proporcionar refeições mais nutritivas nas escolas”, enfatiza.

Além do seu valor cultural significativo, o pinhão também é reconhecido por suas qualidades nutricionais. Rico em fibras, vitaminas e minerais, esse alimento fornece energia e ajuda a manter uma dieta equilibrada. Ele pode ser utilizado como um complemento ou substituto parcial em receitas que incluem arroz, batata, mandioca e milho.

Preparações

Conforme explica Elissandra Brito, nutricionista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o pinhão é adquirido pela rede estadual em sua forma natural e pode ser preparado cozido ou utilizado em uma variedade de pratos elaborados pelas equipes responsáveis pela alimentação escolar. Opções incluem sopas, refogados, tortas salgadas, risotos e farofas. “A versatilidade desse ingrediente permite sua adaptação às preferências alimentares dos alunos durante os meses mais frios”, afirma.

A aceitação do pinhão por parte dos estudantes é perceptível em diversas unidades da rede estadual. No Colégio Estadual Professor Máximo Asinelli em Curitiba, a chegada do inverno coincide com a introdução do pinhão nas refeições escolares. Além de oferecer aos alunos um dos sabores mais emblemáticos do inverno paranaense, essa iniciativa reforça a identidade cultural da região.

De acordo com Delirio Bonin, diretor da escola, os alunos têm aprovado a inclusão do pinhão no cardápio. “Para nossa instituição é uma nova opção para este período frio. Os estudantes gostam muito e mencionam que é reconfortante como as comidas feitas pela avó”, comenta.

Paraná lidera produção nacional

A inclusão desse alimento na alimentação escolar também tem um impacto significativo na economia paranaense. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes ao ano de 2024 indicam que o Paraná se destaca como o principal produtor nacional da semente com uma produção total de 4,8 mil toneladas, superando Santa Catarina em 30%, que ocupa a segunda posição com 3,7 mil toneladas.

<pNo âmbito estadual, informações atualizadas da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) revelam que em 2024 o Paraná atingiu um recorde histórico na produção de pinhão com 5.022 toneladas. Comparado ao ano de 2015, quando foram registradas apenas 3.130 toneladas, houve um crescimento expressivo de 60,4%. Durante esse mesmo período, o Valor Bruto da Produção (VBP) real aumentou de R$ 13,8 milhões para R$ 25,8 milhões. Os dados referentes aos anos de 2025 e 2026 ainda estão sendo consolidados.

Principais Produtores

A região Centro-Sul concentra a maior parte da produção desta semente no estado. O município de Pinhão, localizado na área de Guarapuava, lidera com uma produção de 880 toneladas em 2024, correspondente a 17,5% do total estadual. Seguindo essa liderança estão Inácio Martins na região de Irati com 750 toneladas (14,9%) e Turvo também na região de Guarapuava com uma produção de 440 toneladas (8,8%). Juntos esses três municípios representam cerca de 42% da produção total paranaense.

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By Cotidiano Curitibano

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