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Curitiba – O Paraná, por meio de investimentos sociais e alcançando a menor taxa de desemprego já registrada, conseguiu reduzir a desigualdade de renda entre sua população, conforme apontado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNADCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa realidade se destaca em contraste com o que ocorre no Brasil, onde a concentração da renda e a desigualdade aumentaram. A melhoria nos rendimentos, que inclui salários, aposentadorias e benefícios sociais, contribui não apenas para uma qualidade de vida superior, mas também está diretamente ligada ao aumento da segurança.
No Paraná, em 2025, os integrantes do 1% mais abastado da população concentraram 9,3% da renda local, considerando o rendimento domiciliar per capita. Em comparação, a elite social do Estado possuía 10,7% da riqueza total em 2024. No âmbito nacional, o grupo que compõe o 1% mais rico detinha 11% da renda brasileira no ano anterior, superando os 10,7% registrados em 2024.
Essa redução na disparidade de renda é atribuída à diminuição da pobreza. Na categoria dos 20% mais pobres do Estado, houve um crescimento real de 9,7% no rendimento per capita; esse número foi ainda maior na metade inferior da população paranaense, atingindo um aumento de 11,4%.
O Índice de Gini, que avalia a distribuição de renda e a qualidade de vida, também indica avanços positivos no Estado. Em 2025, o índice foi de 0,470 – uma ligeira queda em relação ao valor de 0,473 registrado em 2024. Em contrapartida, o Brasil viu seu Índice de Gini subir de 0,504 para 0,511. Desde 2018, quando o índice era de 0,491, o Paraná tem apresentado uma tendência constante de melhoria nesse aspecto.
“Enquanto o Estado tem conseguido reduzir a desigualdade de renda, a nível nacional observamos um aumento na concentração dos rendimentos nas camadas mais altas. Isso se deve ao fato de que em 2025 superamos os 6,2 milhões de paranaenses empregados. Esse aumento foi acompanhado por um crescimento real nos salários e consolidou o avanço social que temos presenciado”, declarou Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes.
No ano de 2025, o Paraná alcançou o quinto maior rendimento médio mensal do Brasil: R$ 3.852. Esse valor supera a média nacional que é de R$ 3.367. Comparando com anos anteriores, houve um crescimento expressivo: um aumento de 62,3% em relação aos R$ 2.374 registrados em 2018 e um impressionante crescimento de 144,6% desde 2012 (R$ 1.575), quando se iniciou a série histórica.
Em termos práticos, os paranaenses receberam R$ 485 a mais por mês em comparação à média nacional – essa diferença vem crescendo nos últimos anos. Em 2023 essa discrepância era de R$ 186 (R$ 3.020 contra R$ 2.834) e subiu para R$ 476 em 2024 (R$ 3.519 frente a R$ 3.043), até atingir o maior índice registrado em 2025.
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