Castrolanda celebra um crescimento extraordinário: produção de leite supera 536 milhões de litros em dez anos

Assessoria de Imprensa

Castro – Nas últimas décadas, a produção de leite na cidade de Castro passou por uma significativa transformação. Com um crescimento contínuo, essa atividade se firmou como uma das principais potências do setor leiteiro no Brasil. O que antes era caracterizado por uma produção em menor escala se transformou em um sistema altamente tecnificado, onde eficiência, qualidade e gestão se entrelaçam.

A cooperativa Castrolanda desempenhou um papel crucial nesse processo. Com 75 anos de existência, a organização ajudou a estabelecer um modelo produtivo fundamentado no conhecimento, cooperação e tecnologia, elementos esses que posicionam a região como uma referência nacional na produção de leite.

Uma evolução notável

A história da produção leiteira em Castro começou na década de 1950, com a chegada de imigrantes holandeses que deram início a uma atividade que ao longo dos anos se transformou profundamente.

Os dados ilustram bem essa evolução. Em 2000, a Castrolanda produzia aproximadamente 26,6 milhões de litros de leite anualmente. Vinte e cinco anos depois, esse número saltou para mais de 536 milhões de litros, demonstrando um crescimento consistente e estruturado.

Nos últimos dez anos, a produção da Castrolanda mais que dobrou, registrando um aumento de cerca de 119%, passando de 244 milhões de litros em 2015 para os números atuais.

Agnaldo Bonfim Brandt, coordenador do Pool Leite, aponta que além da expansão orgânica, algumas ações específicas também foram determinantes para esse crescimento ao longo do tempo. “Houve um salto em 2022 quando a Castrolanda incorporou produtores de outra cooperativa. Embora não tenha sido um grande volume, isso impactou significativamente nos números”, comenta.

Menos produtores e maior eficiência

No decorrer dessa trajetória, uma mudança importante ocorreu no perfil da produção: há menos produtores operando em maior escala. Contudo, Agnaldo ressalta que a eficiência não está necessariamente ligada ao tamanho da propriedade. “Existem propriedades menores que são extremamente eficientes. O desempenho depende do perfil do produtor e da forma como ele gerencia sua atividade”, afirma.

Qualidade atenta aos detalhes

Acompanhando esse avanço na produção está a qualidade do leite, que hoje se destaca como um dos principais diferenciais do sistema. “Nossa qualidade é reconhecida. Comparando com a média nacional, estamos muito acima”, salienta Agnaldo. Indicadores como Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Padrão em Placas (CPP) sustentam essa afirmação.

A CPP avalia o número de bactérias presentes no leite e reflete diretamente as condições de higiene durante a ordenha, armazenamento e transporte. Quanto menor o número apresentado, melhor será a qualidade sanitária do produto. Enquanto as normas brasileiras permitem até 300 mil UFC/mL, a Castrolanda opera com padrões muito mais rigorosos; em 2025, registrou uma média de apenas 8,5 mil.

A CCS indica a saúde das glândulas mamárias das vacas e está intimamente relacionada à incidência de mastite. Valores menores refletem rebanhos mais saudáveis e consequentemente melhor qualidade do leite produzido. Em 2025, a média da Castrolanda foi registrada em 196 mil células/mL, mantendo uma tendência de queda constante desde 2020 quando o índice era de 229 mil células/mL. Em comparação com estudos recentes no Brasil que revelam médias próximas ou superiores a 500 mil células/mL em várias regiões produtoras – mais do que o dobro registrado pela cooperativa.

Mesmo com o aumento expressivo na quantidade produzida pela cooperativa, os índices relacionados aos sólidos permanecem estáveis. A gordura ficou próxima dos 3,7% nos últimos anos enquanto o teor proteico subiu de 3,31% em 2020 para 3,36% em 2025. “É natural que ao aumentar consideravelmente o volume haja uma leve queda nos sólidos. Entretanto continuamos mantendo níveis excelentes e acabamos sendo muito eficientes em volume total”, observa Agnaldo.

Tecnologia como aliada na produtividade

Para Agnaldo, os resultados alcançados são fruto direto do compromisso dos produtores envolvidos. “Nossos produtores são bastante profissionais e focam nas questões sob seu controle: gestão, alimentação e produção. Esse comportamento é intensificado pelo uso contínuo da tecnologia em genética, nutrição ou manejo; estão sempre buscando evolução”, explica.

Brandt também destaca o foco no bem-estar animal nas propriedades: “Hoje vemos investimentos significativos no conforto e na ambiência das instalações. Isso impacta diretamente na produtividade e na qualidade final do leite.”

Modelo baseado na confiança impulsiona o crescimento

Um dos pilares deste sistema é o modelo de pagamento implementado pelo Pool Leite. “Nosso modelo garante menos flutuação nos preços quando comparado ao mercado geral, oferecendo maior segurança aos nossos fornecedores”, afirma Agnaldo.

Ele ainda menciona que essa previsibilidade se destaca como um diferencial importante: “O produtor já tem ciência do preço base e consegue prever quanto receberá; isso proporciona segurança para novos investimentos.” Além disso, o sistema incentiva melhorias contínuas: se bonificamos pelo volume produzido ele busca aumentar sua produção; se bonificamos pelos sólidos ele procura melhorar a qualidade; os produtores respondem positivamente a isso.”

Eficácia logística por todo o percurso

A eficácia do sistema também se reflete na logística do Pool Leite: “Nossa densidade é de 255 litros por quilômetro rodado; isso supera amplamente a média nacional. Esse desempenho está intimamente relacionado à organização da produção: os produtores estão bem concentrados geograficamente com grandes volumes próximos à indústria facilitando assim toda operação.”

Cultura voltada à produção leiteria

A região de Castro tornou-se uma referência nacional não apenas pelos números apresentados mas também pelo conjunto abrangente de fatores que sustentam esta atividade.

<p“O clima aqui favorece bastante principalmente para cultivo dos alimentos essenciais como milho para nutrição das vacas. O produtor daqui é diferenciado; quando desafiado busca resultados ainda melhores” destaca Agnaldo.

Adicionalmente, a sucessão familiar assegura continuidade ao sistema produtivo: muitos produtores estão fazendo essa transição com seus filhos; existe uma grande paixão pela atividade.”

Apoio técnico assegurando excelência

Letícia Gamarano Pires supervisora da Assistência Técnica da Castrolanda enfatiza que a qualidade do leite da cooperativa é notável e consistente devido à integração entre o comprometimento dos cooperados em produzir o melhor leite do Brasil e o suporte oferecido pela assistência técnica nas diversas etapas produtivas.

<p“Ao longo dos anos essa atuação conjunta estabeleceu uma relação sólida entre confiança e proximidade onde os técnicos acompanham rotinas diárias relacionadas à ordenha gerenciamento financeiro nutrição animal e produção forrageira nas propriedades rurais.” A assistência técnica representa um pilar estratégico garantindo padronização eficiência e evolução constante; essa convergência nos objetivos resulta numa parceria forte sustentando assim o desenvolvimento contínuo das propriedades agrícolas e excelência na cadeia produtiva do leite.”

 

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