Castrolanda celebra 75 anos com a abertura de uma exposição interativa e permanente

Emerson Teixeira

Castro – As origens de uma árvore inspiraram a narrativa de 75 anos de história. Com essa analogia, a Castrolanda inaugurou na última terça-feira (29) em Castro a exposição permanente intitulada “A Grande Árvore da Memória”. Este espaço foi criado para compilar documentos, fotos e outros registros que refletem a formação da comunidade de imigrantes holandeses e o progresso da cooperativa.

A exposição está localizada em um mezanino especialmente projetado para esse fim, e oferece aos visitantes uma jornada por diferentes períodos da história da Castrolanda. O projeto reúne um acervo histórico com elementos interativos, garantindo que o passeio não se restrinja apenas à observação de imagens e documentos.

Willem Bouwman, presidente da cooperativa, enfatizou que a mostra possui um papel importante na transmissão da memória entre as gerações. “Queremos compartilhar a riqueza dessa história e os eventos mais significativos dos últimos 75 anos com as futuras gerações, nossos associados e colaboradores. Assim, eles conhecerão melhor nossa cooperativa e nossa trajetória, além de reforçar nossos princípios e valores essenciais”, declarou.

Memória mantida por quem fez parte da história

Popke Ferdinand van der Vinne é um dos responsáveis pela curadoria do material exposto; ele tem grande conhecimento sobre a trajetória da Castrolanda. Com 53 anos de trabalho na cooperativa, ele participou ativamente na seleção de documentos, fotografias e registros que fazem parte do projeto.

Para Popke, manter esse acervo é fundamental para preservar a memória da comunidade que se estabeleceu no Brasil ao longo dos anos. “Sinto-me realizado ao ver essa narrativa sendo contada, pois estamos aqui há 75 anos e nossa memória deve ser preservada”, contou.

Ele também ressaltou a relevância de garantir que esse conteúdo permaneça acessível às futuras gerações, expressando seu orgulho pelo caminho trilhado pela cooperativa desde sua fundação. A narrativa apresentada é baseada em três pilares essenciais da identidade comunitária: fé, educação e cooperativismo.

Interação do visitante com a exposição

A visita começa em frente ao tronco de uma árvore, que está situada na entrada do espaço expositivo. A partir desse ponto, os visitantes são guiados por momentos distintos da história da Castrolanda.

A tecnologia também desempenha um papel importante na experiência. Após a inauguração, os convidados receberam fones de ouvido para escolher o idioma do áudio-guia durante o tour.

A proposta visa unir informação histórica com estímulos visuais, sonoros e táteis. O design expositivo foi idealizado pelas arquitetas Rebecca Greidanus Rodrigues e Carla Greidanus, enquanto o paisagismo ficou sob a responsabilidade de Dorothi Bouwman.

Carla Greidanus destacou que o objetivo era primeiramente trabalhar a percepção do ambiente antes de aprofundar o conteúdo histórico. “Queremos que as pessoas sintam a história antes de absorverem o conhecimento. Por isso criamos elementos interativos com diferentes texturas para proporcionar uma experiência agradável além do aprendizado”, explicou.

Rebecca Greidanus enfatizou que o projeto foi concebido para fazer uma conexão física entre os visitantes e os elementos expostos. “Nossa ideia inicial era criar algo imersivo onde os visitantes pudessem se sentir parte dessa jornada pelos 75 anos”, detalhou.

A árvore como símbolo do crescimento

A árvore que dá nome à exposição não é apenas um elemento decorativo; ela é central na narrativa do espaço. Suas raízes simbolizam os primeiros passos da comunidade, enquanto o tronco e os galhos representam o desenvolvimento conquistado ao longo dos anos e os caminhos ainda por serem traçados.

Dorothi Bouwman explicou que essa escolha está intimamente ligada à evolução da cooperativa. “O conceito era trazer a essência da Castrolanda para dentro dessa exposição, permitindo que as pessoas visitem e sintam o que significa estar aqui há 75 anos”, afirmou.

<pEla sublinhou ainda a relação entre simbolismo e evolução institucional: “A árvore representa perfeitamente toda a trajetória da Castrolanda devido ao seu contínuo crescimento.” Portanto, a concepção do ambiente busca estabelecer uma conexão entre passado e continuidade. O acervo resgata momentos significativos na formação da comunidade enquanto sua estrutura sugere permanência e construção de novos capítulos.

Exposição com foco no futuro

A preservação da memória é apresentada como parte de uma narrativa em constante evolução. A exposição também procura engajar as novas gerações com os elementos fundadores da cooperativa.

Bouwman relacionou este processo ao planejamento estratégico futuro da Castrolanda: “Temos um planejamento estratégico definido em que buscamos nosso crescimento contínuo e consolidação no mercado junto aos nossos associados.” Ele acrescentou que a cooperativa pretende continuar focando em serviços e produtos voltados aos seus membros.

Visitação inicia em outubro

A partir do dia 5 de outubro, a exposição “A Grande Árvore da Memória” estará aberta ao público gratuitamente. O acesso deverá ser previamente agendado com o setor de comunicação da Castrolanda.

Devido às características do espaço expositivo e ao formato interativo oferecido, as visitas serão limitadas a dez pessoas por vez.

Os interessados podem solicitar agendamento pelo email [email protected].

 

Veja como ficou o novo espaço:

 

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A publicação divulgou como ficou o novo espaço após sua inauguração.

By Cotidiano Curitibano

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