Samu se expande nos Campos Gerais e conecta Ponta Grossa à rede estadual de serviços de emergência

Da Redação*

Curitiba – Nos últimos anos, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) passou por significativas mudanças no Paraná, impactando diretamente os municípios dos Campos Gerais. A região de Ponta Grossa, que até 2019 operava com um sistema próprio e isolado, agora faz parte da estrutura estadual de regulação médica, o que favorece a colaboração entre as equipes, as centrais de atendimento e as unidades de suporte.

Essa transformação é parte de um processo mais amplo de regionalização do serviço, que hoje atende os 399 municípios do estado. Antes dessa reformulação, aproximadamente um terço do território paranaense ainda não tinha cobertura integrada do Samu, dificultando a coordenação das ocorrências em algumas áreas.

A principal inovação foi a introdução do Sistema Care, uma plataforma que unificou o atendimento telefônico e a regulação médica em todo o Paraná. Graças a essa mudança, as chamadas passaram a ser geridas por uma rede conectada, o que possibilita uma melhor distribuição das ambulâncias e o encaminhamento dos pacientes conforme a disponibilidade nas unidades hospitalares.

Os dados evidenciam o aumento na demanda. Em 2019, o Samu registrou pouco mais de 772 mil ligações em todo o estado. Em 2025, esse número saltou para mais de 1,24 milhão de chamadas reguladas. Até metade de junho deste ano, já haviam sido recebidas mais de 580 mil ligações pelo serviço.

Nos Campos Gerais, a expansão também se deu pela criação de novas bases de atendimento avançado. Cidades como Telêmaco Borba, Palmeira e Jaguariaíva agora contam com Unidades de Suporte Avançado (USA), que são equipadas como UTIs móveis para atender casos mais graves. Essa ampliação melhora a cobertura tanto nos centros urbanos quanto nas principais rodovias da região.

Outro progresso notável mencionado pela Secretaria de Estado da Saúde é a inclusão do medicamento Tenecteplase (TNK) nas ambulâncias de suporte avançado e nas aeronaves de resgate. Esse trombolítico é utilizado nos primeiros atendimentos a pacientes com infarto agudo do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, permitindo o início imediato do tratamento antes mesmo da chegada ao hospital.

Atualmente, o medicamento está disponível em 59 ambulâncias avançadas e seis aeronaves utilizadas em operações urgentes. Desde que esse protocolo foi implementado, mais de 1.800 doses foram aplicadas no estado, resultando em um investimento superior a R$ 15 milhões.

Além disso, houve investimentos significativos na formação profissional das equipes. Mais de mil integrantes participaram de cursos com certificação internacional focados no atendimento a emergências clínicas, e centros de simulação foram implementados para treinamentos contínuos.

O financiamento da rede estadual acompanhou essa expansão. O investimento mensal destinado à manutenção das unidades avançadas aumentou de R$ 5,71 milhões em 2020 para pouco mais de R$ 9,13 milhões em junho de 2026, representando um crescimento próximo a 60%.

Entre as próximas iniciativas previstas para o serviço está a operação de uma aeronave biturbina equipada para voos noturnos e por instrumentos. A expectativa é aumentar a capacidade de resgates aéreo em situações críticas, incluindo condições de baixa visibilidade, reforçando assim a resposta às ocorrências em todas as regiões do Paraná.

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By Cotidiano Curitibano

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