Prefeitura de Castro exige melhorias do Instituto Moriah após fechamento da UTI

Hurlan Jesus

Castro – Na última sexta-feira (7), a Prefeitura de Castro se pronunciou a respeito da interdição provisória da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anna Fiorillo Menarim, que é gerido pelo Instituto Moriah. Em uma gravação divulgada nas redes sociais, autoridades municipais informaram que o hospital tem um prazo de 15 dias para apresentar um plano de adequação, ressaltando que a administração está atenta à situação para que os leitos possam ser reabertos.

Conforme Natalie Zahdi, que lidera a Vigilância Sanitária de Castro, a interdição foi resultado de uma vistoria solicitada pela Secretaria de Estado da Saúde. Durante essa inspeção, foram encontradas irregularidades que levaram à decisão de suspender temporariamente os serviços da UTI.

O secretário municipal de Saúde, Matilvani Moreira, mencionou que um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi proposto ao hospital. Por meio desse documento, o Instituto Moriah deverá elaborar um cronograma para resolver as não conformidades detectadas.

Na mesma manifestação, Moreira destacou que o contrato de concessão do hospital foi assinado em 2022, antes do início da atual gestão. Ele explicou que esse contrato atribui à concessionária a responsabilidade pela conservação e manutenção do edifício.

O secretário ainda enfatizou que, segundo a interpretação da Prefeitura, é obrigação do Instituto Moriah assegurar o funcionamento pleno do hospital, incluindo os serviços da UTI. Ele observou que qualquer intervenção na estrutura deve respeitar os termos estipulados no contrato.

Repasse de recursos

Outro aspecto ressaltado pela administração foi o montante financeiro transferido ao Instituto Moriah. O secretário revelou que desde janeiro de 2025, mais de R$ 19,7 milhões foram alocados pela Prefeitura ao hospital.

Moreira também informou que o Município está em processo para contratar uma empresa responsável por reformar a rede elétrica do hospital. Segundo ele, essa ação conta com suporte jurídico e da Câmara Municipal, embora a Prefeitura considere essa intervenção não ser uma obrigação contratual.

Além disso, o secretário comunicou que o Governo do Estado destinou R$ 2 milhões ao Instituto Moriah para a compra de novos equipamentos para o hospital. A Prefeitura aguarda que a instituição conclua os procedimentos necessários com foco nas demandas da UTI.

Prazo para adequações

Natalie Zahdi esclareceu que o Instituto Moriah ainda está dentro do prazo estabelecido após receber a notificação e deve apresentar um cronograma referente às adequações exigidas pelas autoridades fiscalizadoras em até 15 dias.

A responsável pela Vigilância Sanitária também mencionou que desde a chegada do Instituto Moriah em Castro, existe um acompanhamento contínuo e as cobranças sobre as exigências sanitárias são feitas sempre quando necessário.

A Prefeitura garantiu que continuará monitorando todo o processo e se comprometeu a colaborar dentro dos limites legais para garantir a rápida reabertura da UTI.

Enquanto os leitos estiverem interditados, pacientes necessitando de terapia intensiva serão encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para hospitais credenciados na rede.

Instituto Moriah

Nesta sexta-feira (7), buscamos contato com o Instituto Moriah para obter um posicionamento sobre a interdição da UTI e as declarações feitas pela Prefeitura. Uma atendente informou por telefone que não havia ninguém disponível para comentar no momento e que um representante estaria acessível apenas no sábado (8).

O espaço permanece aberto para comentários por parte da instituição.

By Cotidiano Curitibano

Veja Também!