Sistema Único de Saúde pode oferecer rastreamento para câncer de cólon e reto

Por Agência Brasil

Brasil – Foi elaborada uma diretriz com orientações para o rastreamento do câncer colorretal, que atinge o intestino grosso e o reto e apresenta aumento no número de casos e óbitos.

O parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) foi recebido pelos especialistas responsáveis pelo programa. Agora, será aberta uma consulta pública para receber contribuições da população antes da decisão final de incorporação ao Sistema Único de Saúde.

A proposta é que pessoas entre 50 e 75 anos, sem fatores de risco, realizem o teste imunoquímico a cada dois anos para identificar sangue oculto nas fezes. Se o resultado for positivo, o paciente será encaminhado para uma colonoscopia a fim de identificar a causa do sangramento e iniciar o tratamento adequado.

Essas medidas visam diagnosticar lesões pré-cancerígenas e tratá-las antes que evoluam para o câncer, aumentando assim as chances de cura. O programa também pode contribuir para a redução da incidência de novos casos, além da mortalidade por câncer colorretal.

O grupo de trabalho ressalta que a implementação do programa será feita de forma escalonada no sistema público de saúde para garantir que a demanda seja absorvida sem comprometer o atendimento aos pacientes com sintomas que necessitam de atenção imediata.

A importância do rastreamento é destacada pela presidente da Associação de Gastroenterologia do Rio de Janeiro, que ressalta a falta de sintomas precoces no câncer colorretal. Ela recomenda a realização da colonoscopia a partir dos 45 anos como forma eficaz de prevenção e detecção precoce da doença.

O mês de março é dedicado à campanha de conscientização sobre o câncer colorretal, que apresenta sintomas como sangramento oculto, emagrecimento, dor abdominal, mudança no hábito intestinal e fezes mais estreitas, que podem indicar um estágio mais avançado da doença.

By Cotidiano Curitibano

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