Assessoria de Imprensa
Curitiba – Os agricultores paranaenses ainda têm a oportunidade de participar de uma pesquisa nacional que visa mapear a presença de javalis nas áreas rurais. O prazo para responder ao levantamento intitulado “Suínos Asselvajados – Percepção de Presença e seus Impactos no Brasil (2025/2026)” se estende até 31 de maio. Esta pesquisa é promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio do Sistema FAEP, e tem como objetivo coletar dados diretamente das propriedades para avaliar a incidência de javalis e javaporcos, identificar os danos causados por essas espécies e subsidiar políticas públicas mais eficazes para seu controle e manejo.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, enfatiza a importância da participação dos produtores para o sucesso do estudo. Ele afirma: “Essa pesquisa serve como uma ferramenta estratégica para modificar uma realidade que já afeta o setor rural. Quanto maior for o envolvimento dos produtores, mais robusto será o diagnóstico gerado e, assim, as políticas públicas desenvolvidas a partir desses dados poderão ser mais eficientes”. Meneguette acrescenta que o Sistema FAEP tem se empenhado continuamente nesse assunto, buscando soluções e apoiando iniciativas que ajudem no controle do javali e na proteção da produção agropecuária no Paraná.
A pesquisa decorre de um trabalho iniciado no Paraná pela Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, que reuniu diversas instituições para enfrentar a expansão dessa espécie. Esse esforço culminou na formação, em 2020, do Grupo de Trabalho de Javalis do Paraná, composto por órgãos como o Ministério da Agricultura, Ibama, Exército Brasileiro, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e representantes do setor produtivo.
Problemas econômicos e riscos sanitários
Com a ausência de predadores naturais no Brasil e uma extraordinária capacidade adaptativa, os javalis se reproduzem rapidamente e se espalham por várias regiões. O cruzamento com suínos domésticos resulta na criação dos chamados “javaporcos”, o que acentua ainda mais essa proliferação.
Os efeitos são diretos: destruição das lavouras, ataques aos rebanhos, danos à vegetação nativa, degradação das nascentes e cursos d’água, além de desequilíbrios ecológicos e aumento do risco de acidentes envolvendo pessoas.
No campo da saúde animal, as preocupações são ainda maiores. Os javalis podem ser vetores de doenças como Febre Maculosa, Peste Suína Africana (PSA) e Peste Suína Clássica (PSC), colocando em risco o status sanitário da produção agrícola brasileira.
Para entender melhor os perigos associados aos javalis, consulte a cartilha elaborada pelo Sistema FAEP que detalha esses riscos.
A importância da participação
O Sistema FAEP recomenda que agricultores que tenham avistado javalis ou sofrido prejuízos devido a esses animais respondam ao questionário. A colaboração é vital para melhorar a qualidade das informações coletadas e fortalecer o diagnóstico.
Ainda aqueles que não tiveram contato direto com os javalis podem ajudar divulgando a pesquisa entre outros produtores e manejadores autorizados envolvidos no controle da espécie.
A previsão é que os resultados sejam divulgados no segundo semestre deste ano. Espera-se que as informações consolidadas possibilitem medir o avanço dos javalis no país e orientar ações mais efetivas para enfrentar essa questão que impacta diretamente a agricultura.
