Da Redação*
Castro – A Igreja Matriz Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que teve seu telhado danificado por uma intensa chuva de granizo há mais de um ano, está prestes a reabrir suas portas. O retorno da comunidade está agendado para este sábado (3), às 18 horas, com uma missa que simboliza a reinauguração deste templo, carinhosamente chamado de “Casa da Mãe” pelos fiéis.
A trajetória até este momento começou em 26 de agosto de 2025, quando uma tempestade destruiu a cobertura da igreja, causando danos significativos à estrutura. Felizmente, não houve feridos. O sacrário permaneceu intacto, enquanto os objetos sagrados foram retirados e armazenados para facilitar o início das obras.
Após esse evento, a reconstrução tornou-se parte da rotina da paróquia. Inicialmente vista como a restauração de um espaço afetado pela força da natureza, a obra evoluiu para um projeto que envolveu doações, trabalho voluntário e o engajamento de profissionais ligados à paróquia.
A recuperação foi além das necessidades básicas
O custo total para reerguer o templo foi em torno de R$ 1 milhão. As intervenções incluíram a reconstrução do telhado, melhorias estruturais, atualizações nas instalações elétricas, pintura e revitalização dos espaços internos.
Durante as obras, a comunidade decidiu implementar aprimoramentos que não faziam parte do projeto original da igreja.
Dentre essas melhorias está um sistema acústico moderno que inclui ajustes nas caixas de som. O objetivo é otimizar a clareza do áudio durante as celebrações e garantir que todos os presentes consigam compreender as cerimônias independentemente do local em que se encontram na igreja.
A participação voluntária de engenheiros locais foi fundamental na reconstrução. Esses profissionais contribuíram com seu conhecimento técnico para ajudar na escolha das melhores soluções durante todo o processo.
As reformas estruturais também consideraram a necessidade de preparar o edifício para resistir a eventos climáticos semelhantes no futuro.
A solidariedade foi essencial durante o período sem igreja
À medida que as obras progrediam, a comunidade precisou buscar alternativas para manter sua vida religiosa ativa em outros locais.
Desde os primeiros dias após o temporal, paroquianos, famílias e voluntários uniram esforços com empresas e profissionais em várias iniciativas para possibilitar a recuperação do templo. Mobilizações foram realizadas para limpeza e arrecadação de fundos necessários.
A Diocese de Ponta Grossa acompanhou cada etapa do processo de restauração. Em novembro de 2025, apenas três meses após o desastre natural, o novo telhado já estava sendo instalado enquanto as ações para arrecadar recursos continuavam.
Com o passar do tempo, a visão da igreja devastada pelo granizo começou aos poucos a ceder lugar à nova estrutura que agora se prepara para acolher os fiéis novamente.
Um retorno que vai além da obra finalizada
A reabertura ocorrerá com quase todas as reformas concluídas. Algumas finalizações ainda serão necessárias nas áreas externas e na fachada da igreja e serão realizadas posteriormente.
Para aqueles que acompanharam todo o desenvolvimento desde agosto do ano anterior, este sábado representa algo muito maior do que apenas a finalização das obras.
Agora, a Matriz Nossa Senhora do Perpétuo Socorro retorna como um espaço dedicado à celebração, oração e à união da comunidade. É também um reencontro com um local que atravessa gerações e cuja história foi moldada pela colaboração de muitos indivíduos.
Embora o temporal tenha deixado cicatrizes na estrutura física da igreja, ele também provocou uma mobilização coletiva que sustentou toda a reconstrução realizada.
Após mais de um ano afastados desse espaço importante, as portas da igreja se abrem novamente. A comunidade retorna à “Casa da Mãe” trazendo consigo uma rica história marcada por perdas, união coletiva, fé renovada e novos começos.
*Com Assessoria
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