Assessoria de Imprensa
Paraná – A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca que a imunização continua sendo a melhor estratégia para diminuir hospitalizações, complicações e óbitos relacionados à síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Apesar da diminuição dos casos, as vacinas contra Influenza, Covid-19 e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) são essenciais para proteger a população, especialmente os grupos prioritários: crianças com idades entre seis meses e seis anos, pessoas acima de 60 anos e gestantes.
Conforme dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), da Sesa, houve uma redução de 15,5% nos casos de SRAG durante a Semana Epidemiológica (SE) 29, finalizada em 27 de julho de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A SRAG não é uma doença isolada, mas sim uma complicação grave que pode ocorrer devido a gripes e outras infecções. Os sintomas incluem dificuldade respiratória intensa, diminuição do oxigênio no sangue e danos pulmonares. As vacinas são seguras, gratuitas e estão disponíveis nas unidades de saúde em todo o Paraná, sendo fundamentais para proteger grupos vulneráveis dessas infecções respiratórias.
A vacinação contra Influenza está acessível para todos os cidadãos a partir dos seis meses de idade nas mais de 1.800 salas de vacinação espalhadas pelo Estado.
Até o dia 27 de julho, foram realizadas 2.955.450 vacinações em todo o Paraná. Deste total, 1.106.053 doses foram aplicadas em idosos com mais de 60 anos e 413.221 em crianças entre seis meses e menos de seis anos, que são considerados grupos prioritários devido ao alto risco de complicações por SRAG.
Balanço
O boletim epidemiológico da Sesa informa que o Estado registrou um total de 15.999 internações por SRAG em 2026, número inferior ao contabilizado em 2025, que foi de 18.944 internações na mesma época do ano. A Regional de Saúde de Cornélio Procópio, situada no Norte do Paraná, obteve a maior queda percentual nos casos registrados no boletim da Semana Epidemiológica 29, com uma redução de 54,4%. Em contrapartida, a Regional de Saúde de Toledo, localizada no Oeste do Estado, apresentou apenas uma queda mínima de 1,5% nos casos.
No mesmo relatório, a maior parte das internações por Influenza ocorreu entre crianças até seis anos, que totalizaram 708 casos. Também se destacaram as hospitalizações entre as faixas etárias acima dos 60 anos: foram registrados 220 casos entre pessoas com mais de 60 anos; 314 entre os maiores de 70; e 418 entre os indivíduos acima dos 80 anos – esta última faixa etária registrou o maior número de óbitos pela doença. O total geral considerando todas as idades foi de 2.564 casos na SE 29.
Vacinômetro da Influenza
A cobertura vacinal no Paraná para os grupos prioritários alcançou o índice de 52,55%, superando a média nacional que é de 44,72%. A meta estabelecida é atingir uma cobertura vacinal de 90% deste público até o fim do ano, o que corresponde a aproximadamente 2.960.260 paranaenses. As gestantes se destacam como o grupo com a maior taxa até agora no Paraná, com um total de 75.482 doses aplicadas e uma cobertura atingindo 76,77%. Na sequência estão os idosos com 1.103.324 doses aplicadas (52,83% de cobertura) e as crianças com um total de 376.910 doses (48,73%).
Além dos grupos já mencionados como prioritários na campanha vacinal estão incluídos profissionais da saúde, puérperas (recém-mães), povos indígenas, pessoas em situação vulnerável ou sem-teto, educadores e trabalhadores da educação básica e superior; também fazem parte desta lista integrantes das forças armadas e serviços emergenciais; além disso são contemplados aqueles com deficiência permanente ou doenças crônicas especiais; caminhoneiros; trabalhadores portuários; funcionários do sistema penitenciário; pessoas privadas de liberdade; além dos jovens entre 12 e 21 anos sob medidas socioeducativas.
Medidas simples e eficazes
Além da vacinação regularizada, é importante implementar medidas simples que ajudem na diminuição da transmissão dos vírus respiratórios no cotidiano. A Secretaria da Saúde enfatiza práticas como lavar as mãos frequentemente – utilizando água e sabão ou álcool gel –, usar lenços descartáveis para higiene nasal quando necessário; cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar; manter ambientes bem ventilados; além de garantir a hidratação adequada através do consumo constante de líquidos.
The post Saúde reforça vacinação mesmo diante da queda nos casos relacionados à síndrome respiratória aguda grave appeared first on P1 News.
