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Curitiba – O Litoral do Paraná foi fortemente impactado pela despedida do verão de 2011, com chuvas intensas que resultaram em enxurradas, enchentes e deslizamentos. Os municípios de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaratuba foram os mais afetados, com mais de 2.500 deslizamentos, deixando famílias isoladas e resultando no resgate de 816 moradores.
A partir deste incidente, a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil Estadual (Cedec) implementou novas ações e melhorias para prevenir e mitigar tragédias. Foram registrados danos em milhares de imóveis e o Governo do Paraná construiu novas moradias, realocando diversas famílias afetadas.
Além disso, foram realizados exercícios simulados de evacuação em comunidades locais e em outras cidades, visando a preparação para situações de emergência. Novas ferramentas, como o Sistema Informatizado de Defesa Civil (SISDC) e o Plano de Contingência Online, foram criadas para garantir a atualização constante de planos de enfrentamento a desastres.
O SISDC foi reconhecido internacionalmente e se tornou essencial para a gestão de desastres, guardando informações sobre ocorrências no Paraná desde a década de 1980. Já o Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CEGERD), inaugurado em 2017, possibilita o acompanhamento em tempo real das condições meteorológicas no Estado.
O Paraná foi pioneiro no envio de alertas de desastres naturais via mensagens para telefones cadastrados, utilizando diversos meios de comunicação. O Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) foi criado para custear obras de prevenção e reconstrução em municípios afetados.
O coordenador estadual da Defesa Civil destaca o esforço contínuo para modernizar os sistemas de monitoramento e alerta, melhorando a capacidade de resposta a situações de emergência. A colaboração entre diferentes instituições e órgãos foi fortalecida após o ocorrido, resultando em um sistema mais eficaz de gestão de riscos.
O episódio conhecido como “Águas de Março” marcou a história do Litoral, resultando em ações emergenciais de resgate e posterior reconstrução. Foram realizadas campanhas de ajuda humanitária e mapeamentos da região, contribuindo para a prevenção de futuros desastres.
