Cooperado da Castrolanda colhe impressionantes 76 sacas de soja por hectare em sua fazenda no Tocantins

Assessoria

Castro – A colheita de soja da safra 2025/2026 na Fazenda Tropical, pertencente a um associado da Castrolanda e situada no Tocantins, foi finalizada com um desempenho considerado positivo, apesar dos desafios climáticos enfrentados ao longo do ciclo. A média de produtividade alcançada foi de 76 sacas por hectare, o que corresponde a cerca de 4.560 quilos por hectare, resultando em aproximadamente 2.600 toneladas colhidas em uma área de cerca de 570 hectares.

O plantio teve início em 13 de outubro e se prolongou até 10 de dezembro, uma estratégia pensada para aproveitar a melhor janela para a safrinha. O engenheiro agrônomo da Castrolanda no Tocantins, João Nestálio Teixeira Schuster, destacou que o maior desafio ocorreu no início do cultivo.

“As chuvas começaram a cair em outubro, mas não chegaram a se firmar. Enfrentamos um período com precipitações irregulares, o que dificultou as condições do clima e do solo. Em algumas áreas, houve perda devido à falta de umidade na fase inicial do cultivo”, explica.

A partir de dezembro, as condições climáticas melhoraram significativamente, permitindo que as plantas se desenvolvessem adequadamente. O manejo fitossanitário seguiu conforme o planejado, com controle eficiente sobre pragas e doenças durante todo o ciclo produtivo.

“Durante a safra, as condições foram relativamente calmas. As aplicações foram feitas conforme o cronograma e conseguimos manter os níveis de doenças sob controle”, ressalta o agrônomo.

Desafios das chuvas

<pNo fechamento do ciclo, um novo desafio surgiu com o aumento das chuvas entre o final de fevereiro e os primeiros dias de abril. Embora essas precipitações tenham ajudado no enchimento dos grãos, elas também dificultaram o plantio das culturas da segunda safra.

A colheita teve início em 9 de fevereiro e se estendeu até abril, totalizando cerca de 60 dias de trabalho — tempo semelhante ao gasto no plantio, segundo João.

Ainda que a produtividade tenha ficado ligeiramente abaixo das safras anteriores devido às condições climáticas adversas, os resultados foram considerados positivos em comparação com a média regional.

“De maneira geral, quase todos os produtores da área apresentaram uma produtividade inferior à dos anos passados em função do padrão das chuvas. Mesmo assim, avaliamos como satisfatória essa safra dentro das circunstâncias que enfrentamos”, conclui Schuster.

Diversificação no Tocantins

O desempenho da Fazenda Tropical evidencia o potencial agrícola do Tocantins, estado que tem se afirmado como uma importante fronteira agrícola no Brasil. Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/2026 do estado deve girar em torno de 10 milhões de toneladas de grãos, sendo a soja a principal responsável por esse crescimento na região.

Além da soja, a propriedade adota um sistema diversificado de produção. Atualmente, aproximadamente 320 hectares são reservados para a safrinha; cerca de 60% dessa área é cultivada com milho ou sorgo. O restante é ocupado por braquiária e uma área específica de 15 hectares destinada ao cultivo de abacaxi, uma cultura que possui um ciclo mais longo e leva cerca de 24 meses para ser colhida.

Conforme observa o agrônomo, as condições favoráveis do Tocantins possibilitam diversas alternativas produtivas, especialmente para aqueles produtores que conseguem realizar o plantio da soja dentro da janela ideal entre outubro e novembro. Isso facilita não apenas a implementação das culturas de segunda safra como também amplia as possibilidades de diversificação nas propriedades rurais.

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By Cotidiano Curitibano

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