Da Assessoria
Paraná – Na última segunda-feira (1º), foram feitos os ajustes finais para a terceira edição do Prêmio Queijos do Paraná, em uma reunião de apresentação realizada na sede do Sistema FAEP, em Curitiba. O encontro teve como objetivo reunir os membros do comitê-gestor do concurso para debater expectativas, inovações e estratégias que visem ampliar o alcance desse evento, que promove a visibilidade dos queijos artesanais e industriais do estado tanto no Brasil quanto no exterior.
A reunião contou com a presença de representantes do Sistema FAEP e outros convidados importantes, como Erivelto Costa, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado do Paraná (Sindileite); Vitor Roberto Tioqueta, diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR); Sidnei Lopes de Oliveira, diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Paraná (Senac-PR); e Karolline Marques da Silva, assessora de Agroindústria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná).
<pDurante a reunião, foram apresentados dados relevantes sobre o crescimento do prêmio desde sua criação em 2023, que registrou 291 inscrições. Na edição seguinte, em 2025, esse número aumentou para 477 produtos participantes, refletindo um crescimento de 64%. Para a próxima edição em 2027, a expectativa é atingir um total de 600 queijos inscritos. Além disso, o prêmio introduzirá novas categorias, incluindo o Concurso Queijo Colonial do Paraná, focado em um dos produtos mais emblemáticos da cultura rural local, com previsão de atrair cerca de 100 inscrições.
A cerimônia oficial de lançamento da terceira edição está agendada para o dia 23 de junho no Mercado Municipal de Curitiba, onde as inscrições serão abertas.
O presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, ressalta que o propósito do prêmio vai além da simples valorização da qualidade; busca-se também fortalecer a identidade queijeira paranaense e expandir os mercados para os produtos locais. “Queremos estimular tanto pequenos produtores quanto grandes indústrias a inovar e agregar valor aos produtos lácteos”, afirmou.
Erivelto Costa, diretor executivo do Sindileite Paraná, destaca que a competição impulsiona a inovação e o desenvolvimento de novos produtos. “As indústrias estão totalmente engajadas desde o início e aguardam ansiosamente pelas categorias e resultados. Esse processo não apenas incentiva a inovação nas empresas como também possibilita a descoberta de novos queijos. Acreditamos que esta próxima edição trará muitas surpresas”, disse Costa.
Vitor Roberto Tioqueta, diretor-superintendente do Sebrae-PR, mencionou que as expectativas para a terceira edição incluem um aumento ainda maior na participação dos produtores e uma ampliação da visibilidade dos queijos paranaenses. “Os resultados nas duas edições anteriores foram excepcionais e agora teremos ainda mais produtores demonstrando que o Paraná é um grande polo na produção de queijos de qualidade”, afirmou Tioqueta.
O Sebrae-PR continuará sendo um parceiro essencial desde a primeira edição, facilitando ações para conectar os produtores ao mercado consumidor por meio de rodadas de negócios e uma semana gastronômica dedicada.
Sidnei Lopes de Oliveira, diretor regional do Senac-PR, enfatizou a importância da qualificação profissional para fortalecer toda a cadeia produtiva relacionada ao queijo. Para ele, o crescimento deste prêmio também demandará investimentos em capacitação para potencializar as aplicações gastronômicas desses produtos. “Estamos ainda mais otimistas nesta edição. Vamos focar na qualificação para mostrar como esses queijos podem ser melhor utilizados na gastronomia”, comentou Oliveira.
A representante do IDR-Paraná destacou a relevância de fomentar novas receitas e fortalecer os chamados queijos autorais enquanto se busca garantir sanidade na produção. “Esperamos ver cada vez mais receitas criativas surgindo no cenário paranaense. Isso é essencial para revelar nossa identidade produtiva. Ao mesmo tempo, queremos assegurar certificações livres de brucelose e tuberculose nas propriedades rurais”, concluiu Karolline Marques da Silva.
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