Início do atendimento odontológico no Condomínio do Idoso em Jaguariaíva com novo projeto de extensão

Da Assessoria

Jaguariaíva – Nesta semana, o Condomínio do Idoso de Jaguariaíva, que foi o primeiro a ser inaugurado pelo Estado no âmbito do projeto Viver Mais Paraná, sob a coordenação da Cohapar, recebeu a visita de alunos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A iniciativa de extensão “Atenção Odontológica aos residentes do Condomínio do Idoso da Unidade Jaguariaíva”, que está vinculada ao curso e ao Programa de Pós-Graduação em Odontologia, deu início à sua 2ª edição de atendimentos voltados para os idosos.

A proposta combina extensão e pesquisa, com a meta de produzir 33 próteses buscais neste ano, além de promover ações de atenção odontológica para os moradores do Condomínio. Dona Vany Dias Santos, residente de 65 anos, foi uma das atendidas pela equipe formada por dois mestrandos, uma professora e uma doutoranda. Ela destaca que tem recebido cuidados desde a primeira edição do projeto, em 2024: “Sempre agendo consultas e sou muito bem atendida. Aqui nunca estamos sozinhos; sempre há projetos e momentos para interagir com os outros moradores.”

A coordenadora do projeto, professora Nara Hellen Bombarda, considera o início desta nova edição como um retorno ao lar. “Estabelecemos laços de amizade e é uma nova chance de retribuir sorrisos e promover saúde para aqueles que estão na melhor idade”, ressalta. “É uma oportunidade não apenas para ajudar os moradores, mas também para enriquecer a formação dos alunos. Eles obtêm uma formação mais humanizada e competente, desenvolvendo habilidades que vão além dos limites da universidade.”

A equipe realiza atendimentos em três quartas-feiras por mês, levando todos os equipamentos necessários, como cadeira odontológica e motores móveis para avaliações. Antes dos atendimentos desta semana, o grupo esteve em Jaguariaíva em março para identificar as necessidades dos pacientes e coletar informações sobre eles. Durante esta visita, muitos idosos realizaram exames de raio-x digital e alguns receberam cuidados na área de periodontia, focada na prevenção e tratamento de problemas nas gengivas e ligamentos bucais.

“Este é um projeto que não só se dedica à extensão como também oferece um espaço para pesquisas, especialmente na área de prótese dentária. Uma boa parte dos moradores necessita de novas próteses. Nossa linha de pesquisa se relaciona à reabilitação oral; assim, eles podem ser incluídos em nossos estudos”, complementa a professora.

A doutoranda Tatiane Oliveira está envolvida no projeto desde seu início. Como bolsista na área odontológica, ela presta atendimento aos idosos e participa de outras atividades junto aos colegas profissionais. “Essa experiência tem sido fundamental na minha formação profissional. O contato com os idosos cria um vínculo importante que torna nosso trabalho mais significativo; percebemos a alegria deles com nossa presença”, relata. Sua pesquisa Doutoral será realizada majoritariamente com os moradores: “Após obter a aprovação do Comitê de Ética, irei trabalhar com próteses totais convencionais e também impressas em 3D. Os residentes serão beneficiados com materiais modernos”, enfatiza.

O mestrando Alex Nunes de Lara também se beneficia dos atendimentos prestados no projeto para sua pesquisa sobre placas oclusais, utilizadas no tratamento de dores musculares e articulares. “Estamos adquirindo muita prática no atendimento e compreendendo os protocolos relacionados às pessoas que precisam de próteses. Minha pesquisa está conectada a materiais odontológicos; portanto, proporcionar um tratamento adequado é gratificante e contribui significativamente para nosso crescimento”, afirma.

João Pedro Plinta, outro mestrando em odontologia envolvido no projeto, ressalta que essa experiência lhe proporciona maior conhecimento sobre atendimentos a idosos que utilizam próteses. “Reconheço a relevância disso tanto para a comunidade quanto para nós como pesquisadores. Estamos ajudando a melhorar a qualidade de vida deles gratuitamente.” João foca sua pesquisa em próteses fixas: “As vivências adquiridas aqui são extremamente valiosas”, conclui.

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By Cotidiano Curitibano

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